Mostrando postagens com marcador postado por:Luana Rosa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador postado por:Luana Rosa. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de março de 2011

Moda e cinema marcam o inverno 2011 Damyller

Nova York exerce um poder imensurável sobre a moda. E essa relação fica ainda mais forte quando a sétima arte entra em cena. Filmes que marcaram época, marcaram também a vida de milhares de pessoas dissipando tendências.
E é esta essência que a Campanha de Inverno 2011 Damyller captou nas ruas da Big Apple. O clima vintage e nostálgico, porém contemporâneo, vem com toda inspiração da história da moda americana. “Nosso inverno passeia pelas ruas de Nova York, uma cidade onde tudo acontece. Os gêneros cinematográficos de um século de cinema evocam diferentes interpretações poéticas. A ideia foi capturar as imagens de filmes em um único frame que remetesse a história. Luz e cor desencadeiam memórias”, ressaltou a consultora de moda da marca, Damylla Damiani.

Confira as novidades da coleção Damyller:

Comfort Leather:
O denim com aspecto de couro é a nova sensação do inverno, o novo hit da estação. Com as características visuais do couro e o conforto do denim ele mistura tecnologia e inovação em uma ideia jovem e moderna de produto. O aspecto de couro (apenas o aspecto já que o tecido é feito de fibra de algodão) deixa as peças mais atraentes e perfeitas para enfrentar o clima sóbrio do inverno.

Pelos Sintéticos:
Os pelos sintéticos são complementos das peças aparecendo nas golas e no colete, que é sobreposto a uma baby t-shirt leve. Além de ser uma ideia ecológica, utilizar peles falsas traz um clima retrô e aquece o inverno com muito estilo.

Camuflados/toque militar:
O militar continua forte na coleção Damyller e o camuflado com efeito mofo mostra muito bem isso.

Spencer acinturado, cardigãs:
Com a influência fortíssima dos anos 50, para a estação fria a cintura não poderia deixar de ser marcada. Casacos acinturados, com fechamentos simples ou duplos, misturam o clima romântico dos anos dourados com um estilo mais forte de influência militar. Os cardigãs mais leves e com movimento proporcionam sobreposições, ora lisos ora estampados eles prometem esquentar a estação.
Malhas:
As malhas Damyller continuam leves e neutras. As malhas femininas e masculinas ilustram imagens de paisagens, cenários de NY, frases, cartazes de filmes. As baby t-shirts e t-shirts aparecem como elementos chave em sobreposições com casacos e spencers.

Masculino:
Para o público masculino as calças skinny continuam em alta, assim como as t-shirts leves. As jaquetas e camisas aparecem amassadas deixando o homem bem casual.


 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A Moda nos anos 60

Os anos 60, acima de tudo, viveram uma explosão de juventude em todos os aspectos. Era a vez dos jovens, que influenciados pelas idéias de liberdade "On the Road" [título do livro do beatnik Jack Keurouac, de 1957] da chamada geração beat, começavam a se opor à sociedade de consumo vigente. O movimento, que nos 50 vivia recluso em bares nos EUA, passou a caminhar pelas ruas nos anos 60 e influenciaria novas mudanças de comportamento jovem, como a contracultura e o pacifismo do final da década.
Nesse cenário, a transformação da moda iria ser radical. Era o fim da moda única, que passou a ter várias propostas e a forma de se vestir se tornava cada vez mais ligada ao comportamento.
Na moda, a grande vedete dos anos 60 foi, sem dúvida, a minissaia. A inglesa Mary Quant divide com o francês André Courrèges sua criação. Entretanto, nas palavras da própria Mary Quant: "A idéia da minissaia não é minha, nem de Courrèges. Foi a rua que a inventou". Não há dúvidas de que passou a existir, a partir de meados da década, uma grande influência da moda das ruas nos trabalhos dos estilistas. Mesmo as idéias inovadoras de Yves Saint Laurent com a criação de japonas e sahariennes [estilo safári], foram atualizações das tendências que já eram usadas nas ruas de Londres ou Paris.
Conscientes desse novo mercado consumidor e de sua voracidade, as empresas criaram produtos específicos para os jovens, que, pela primeira vez, tiveram sua própria moda, não mais derivada dos mais velhos. Aliás, a moda era não seguir a moda, o que representava claramente um sinal de liberdade, o grande desejo da juventude da época.
O sucesso de Quant abriu caminho para outros jovens estilistas, como Ossie Clark, Jean Muir e Zandra Rhodes. Na América, Bill Blass, Anne Klein e Oscar de la Renta, entre outros, tinham seu próprio estilo, variando do psicodélico [que se inspirava em elementos da art nouveau, do oriente, do Egito antigo ou até mesmo nas viagens que as drogas proporcionavam] ou geométrico e o romântico.Em 1965, na França, André Courrèges operou uma verdadeira revolução na moda, com sua coleção de roupas de linhas retas, minissaias, botas brancas e sua visão de futuro, em suas "moon girls", de roupas espaciais, metálicas e fluorescentes. Enquanto isso, Saint Laurent criou vestidos tubinho inspirados nos quadros neoplasticistas de Mondrian e o italiano Pucci virou mania com suas estampas psicodélicas. Paco Rabanne, em meio às suas experimentações, usou alumínio como matéria-prima.
Os tecidos apresentavam muita variedade, tanto nas estampas quanto nas fibras, com a popularização das sintéticas no mercado, além de todas as naturais, sempre muito usadas.
As mudanças no vestuário também alcançaram a lingerie, com a generalização do uso da calcinha e da meia-calça, que dava conforto e segurança, tanto para usar a minissaia, quanto para dançar o twist e o rock.

O unissex ganhou força com os jeans e as camisas sem gola. Pela primeira vez, a mulher ousava se vestir com roupas tradicionalmente masculinas, como o smoking [lançado para mulheres por Yves Saint Laurent em 1966].
A alta-costura cada vez mais perdia terreno e, entre 1966 e 1967, o número de maisons inscritas na Câmara Sindical dos costureiros parisienses caiu de 39 para 17. Consciente dessa realidade, Saint Laurent saiu na frente e inaugurou uma nova estrutura com as butiques de prêt-à-porter de luxo, que se multiplicariam pelo mundo também através das franquias.
Com isso, a confecção ganhava cada vez mais terreno e necessitava de criatividade para suprir o desejo por novidades. O importante passaria a ser o estilo e o costureiro passou a ser chamado de estilista.
Nessa época, Londres havia se tornado o centro das atenções, a viagem dos sonhos de qualquer jovem, a cidade da moda. Afinal, estavam lá, o grande fenômeno musical de todos os tempos, os Beatles, e as inglesinhas emancipadas, que circulavam pelas lojas excêntricas da Carnaby Street, que mais tarde foram para a famosa King's Road e o bairro de Chelsea, sempre com muita música e atitude jovens.
Nesse contexto, a modelo Jean Shrimpton era a personificação das chamadas "chelsea girls". Sua aparência era adolescente, sempre de minissaia, com seus cabelos longos com franja e olhos maquiados.
Catherine Deneuve também encarnava o estilo das "chelsea girls", assim como sua irmã, a também atriz Françoise Dorléac. Por outro lado, Brigitte Bardot encarnava o estilo sexy, com cabelos compridos soltos rebeldes ou coque no alto da cabeça [muito imitado pelas mulheres].A maquiagem era essencial e feita especialmente para o público jovem. O foco estava nos olhos, sempre muito marcados. Os batons eram clarinhos ou mesmo brancos e os produtos preferidos deviam ser práticos e fáceis de usar. Nessa área, Mary Quant inovou ao criar novos modelos de embalagens, com caixas e estojos pretos, que vinham com lápis, pó, batom e pincel. Ela usou nomes divertidos para seus produtos, como o "Come Clean Cleanser", sempre com o logotipo de margarida, sua marca registrada.
As perucas também estavam na moda e nunca venderam tanto. Mais baratas e em diversas tonalidades e modelos, elas eram produzidas com uma nova fibra sintética, o kanekalon.


O estilo da "swinging London" culminou com a Biba, uma butique independente, frequentada por personalidades da época. Seu ar romântico retrô, aliado ao estilo camponês, florido e ingênuo de Laura Ashley, estavam em sintonia com o início do fenômeno hippie do final dos anos 60.